Antropologia Social

Curso de Bacharelado em Antropologia Social - UFPel

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1
Sep

OS KAINGANG

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Os Kaingang são um povo pertencente à família linguística Jê, integrando, junto com os Xokleng, os povos Jê Meridionais. Sua cultura desenvolveu-se à sombra dos pinheirais, ocupando a região sudeste/sul do atual território brasileiro. Há pelo menos dois séculos sua extensão territorial compreende a zona entre o Rio Tietê (SP) e o Rio Ijuí (norte do RS). No século XIX seus domínios se estendiam, para oeste, até San Pedro, na província argentina de Misiones.

Atualmente os Kaingang ocupam cerca de 30 áreas reduzidas, distribuídas sobre seu antigo território, nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com uma população aproximada de 29 mil pessoas. Ver Mapa e quadros da População Kaingang (por áreas e por Estados).

Sozinhos, os Kaingang correspondem a quase 50% de toda população dos povos de língua Jê, sendo um dos cinco povos indígenas mais populosos no Brasil.

Fonte: www.portalkaingang.org

31
Aug

Carta Kaiowá Guarani ao Presidente Lula

Senhor Presidente Lula,

Várias vezes ouvimos o senhor falar e nos prometer pessoalmente que iria resolver o problema da demarcação de nossas terras Kaiowá Guarani. Não entendemos porque isso até hoje não aconteceu. Ouvimos até o senhor pedir isso ao governador. Porém, como ele se manifestou várias vezes contra o reconhecimento de nossas terras, tínhamos a certeza de que ele não só nada faria, como se empenhou em impedir a demarcação.

Agora, senhor presidente Lula, o senhor vem aqui na região do nosso território Kaiowá Guarani, em Dourados, sem ter, em quase 8 anos de governo praticamente nada feito pelas nossas terras. Ou melhor, fizeram muitas promessas, a Funai colocou a nossa situação como prioridade, assinou juntamente com o Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta. O tempo já expirou e nada das nossas terras sequer serem identificadas.

Senhor Presidente, por favor, não prometa nada, mande apenas demarcar nossas terras. O resto sabemos dos nossos direitos e vamos batalhar por eles. Já esperamos demais e toda nossa enorme paciência acabou. Só esperamos não precisar ir pelo mundo afora, na ONU e nos tribunais internacionais denunciar um governo em quem tanto esperamos. Temos a certeza que o senhor que quer entrar para a história como um grande presidente desse país e para a humanidade, não queira entrar também como massacrador do nosso povo. Caso não demarcar as terras, infelizmente é isso que continuará a acontecer conosco. O senhor já deve ter ouvido falar do recente assassinato dos nossos dois professores, Jenivaldo e Rolindo, na terra indígena Ypo’i, município de Paranhos. Seus familiares vieram aqui exigir justiça e garantia de vida e seus direitos à sua terra tradicional à qual voltaram recentemente. Querem encontrar o corpo de Rolindo e ali enterrar Jenivaldo.

Finalmente, senhor presidente Lula, Não deixe nosso povo Kaiowá Guarani sofrendo tanto. Nosso povo continua sendo morto que nem animal e muitos de nossos jovens se suicidam pela falta de esperança e de terra. Sofremos demais com tanta violência em e contra nossas comunidades. Isso só vai começar a mudar com a demarcação de nossas terras, juntamente com um plano de recuperação ambiental e produção de alimentos.

Não fazemos pedidos, exigimos direitos. Demarcação de nossas terras com urgência para que nosso povo volte a viver em paz, com felicidade e dignidade.

Conselho da Aty Guasu Kaiowá Guarani e Comissão de Professores Indígenas Kaiowá Guarani

Dourados, 24 agosto de 2010.

Fonte: opaymbere.wordpress.com

31
Aug

Mulheres sobre o Acampamento Revolucionário Indígena

As Mulheres Indigenas do Acampamento Indigena Revolucionario (AIR) – As Mulheres Indigenas do Foro de Organizaciones – Feministas Latinoamericanas y Caribenas – As Mulheres Indigenas do Conselho Nacional de Mulheres Indigenas

Brasília, 11 de julho de 2010

Vem a publico manifestar o seu repudio a truculenta ção ocorrida na manhã do dia 10 de julho de 2010, quando, uma violenta, irregular, arbitraria, ilegal e etnocida operação policial a mando do GDF, contando com forcas do BOPE, Força Nacional, Policia Federal, Policial Civil, Batalhão de Choque Rotam, PM do DF e Cavalaria da PM do DF, cumprindo solicitação da AGU (Advocacia Geral da União) e da Fundação Nacional do Indio (Funai), atacou o Acampamento Indígena Revolucionario – instalado na Esplanada dos Ministérios, em protesto pacífico contra o decreto 705609, que extingue Postos Indígenas e Direitos adquiridos, e pedindo exoneração do presidente da Funai, Marcio Meira – no amanhecer, enquanto homens, mulheres, idosos e criancas ainda dormiam.

Sem mandado judicial, a operação deixou inúmeros feridos, incluindo duas crianças de 2 e 4 anos, que foram removidas para os hospitais HMIB e HRAN – por conta dos efeitos do gás pimenta. Uma menina de 12 anos foi brutal e covardemente atingida com um jato de gás pimenta no rosto por um oficial do BOPE (o que ficou gravado no celular). Uma militante agredida pelos policiais, grávida de 3 meses, abortou. Uma mãe de família foi arrastada pelas pernas para fora de sua barraca e agredida verbal e fisicamente.

A operação policial destruiu as barracas e recolheu roupas, panelas e comidas dos acampados – o que pode ser caracterizado como FURTO – no intento de dificultar a vida dos manifestantes e forçar sua a saída da Esplanada dos Ministérios, pleito do Palácio da Justica há mais de seis meses.

Apoiadores ficaram detidos sem acusação, sendo que um desses, gravemente adoentado e precisando tomar antibióticos, teve o seu direito a atendimento médico negado pelo delegado da 5ª DP. Os responsáveis pela divulgação midiática do Acampamento Indígena Revolucionário (AIR), gravando, fotografando e divulgando os eventos, foram os primeiros a ser algemados e detidos, só sendo liberados após o término da operação policial – sendo que um desses recebeu sua câmera de volta danificada e sem a fita com os registros das violências que comprometem as corporações policiais envolvidas.

Pelo que foi ouvido de um oficial do BOPE, havia a determinação expressa de que não se filmasse nada. Militantes ficaram detidos sem acusação formal, apoiadores foram ameaçados.

O Governo ilegítimo do DF age como um Estado Policial a serviço do Ministério da Justiça e do Gabinete Pessoal do Presidente Lula, que forçam uma queda de braço com as populações indígenas brasileiras ao se recusar a discutir o fim do decreto e a exoneração de Marcio Meira.

A indígena vitimada por um aborto, provocado pela brutalidade policial, teve a sua condição de gestante negada pelo médico do Hospital de Base por conta da pressão da servidora Joana, da FUNAI – apesar dela contar com exames pre-natais que comprovam a gravidez, o médico se recusou a assinar o laudo. O Instituto Médico Legal encenou uma farsa, com a perícia não fotografando nem relatando os hematomas e demais lesões de um rapaz Tupinambá, ferido e torturado em sua passagem pela 5ª DP, quando – com pés e mãos algemadas – recebeu golpes de cassetete e jatos de spray de pimenta no rosto, a pedido do ouvidor da FUNAI e membro do CNPI (Conselho Nacional de Politica Indigenista), Paulo Pankararu, e seu subalterno, Ildert.

O subalterno da FUNAI, usando óculos escuros, boné e casaco, como se fosse um ladrão que quisesse se esconder, assessorava a sanha etnocida dos policiais na 5ª DP, afirmando que as bordunas recolhidas que são um traço de diferenciação cultural das etnias acampadas – eram porretes comuns (armas brancas), afim de caracterizar uma suposta propensão a violência dos membros do Acampamento Indígena Revolcionário, negando a condição de indígenas aos manifestantes, fotografando apoiadores do AIR que entravam na delegacia como forma de intimidar e confraternizando alegremente com os torturadores.

O ouvidor da FUNAI, ao invés de ouvir as revindicações dos indígenas – ou ao menos as queixas dos manifestantes nativos, que foram algemados e feridos – se limitava a cruzar os braços e rir com seu subalterno.

Hoje, dia 11 de julho de 2010, esta no ar uma nota oficial da FUNAI que nega aos manifestantes do Acampamento Indigena Revolucionário aa condições de indígenas, dizendo que não pertencem a qualquer etnia nativa, apesar dos militantes do AIR, em sua grande maioria aldeados, possuírem língua, crenças, cultura e genealogia originárias – além do reconhecimento expresso do orgão, na forma de carteira de identidade emitida pela Fundação Nacional do Índio.

Nós, Mulheres Indígenas do Acampamento Indígena Revolucionário, exigimos do Governo do DF e do Governo Federal a imediata devolução dos pertences apreendidos e total assistência ao feridos na ação policial do dia 10 de julho de 2010. Nós exigimos uma ção responsável por parte do Governo Federal, representados por FUNAI e Ministério da Justiça, no sentido de dar uma atenção especial as revindicações do AIR, expressas na Carta Aberta ao Povo Brasileiro e nos 11 Pontos do Acampamento Indígena Revolucionário, além das exigências particulares de cada uma das mais de 20 etnias representadas no Acampamento Indígena Revolucionário (AIR) há sete meses.

Nós, Mulheres Indígenas do Acampamento Indígena Revolucionário, exigimos o fim da violência – física, moral e institucional – contra nossos Povos, tanto na Esplanada dos Ministérios quanto nas mais diversas Terras Indígenas (Tis) do Brasil.

Fonte: prod.midiaindependente.org/pt/blue/2010/07/474492.shtml

29
Aug

DOCUMENTO DA ÁREA DE ANTROPOLOGIA PARA A 4ª CNCTI

Associação Brasileira de Antropologia-ABA

Breve diagnóstico sobre a situação da antropologia

A antropologia constitui um campo consolidado e dinâmico no Brasil. No últimos anos, além de sua força tradicional, ela tem caminhado no sentido de ampliar sua relevância internacional, desempenhar um papel de maior importância na formulação de políticas e propostas para a sociedade e renovar seu próprio campo de pesquisa.

Isso tudo, somado ao reconhecimento nacional e internacional pelos seus patamares de excelência, é resultado de uma relação indissociável entre programas de pós-graduação, ensino e pesquisa. Especialmente na última década houve uma crescente expansão dos programas de pós-graduação, tanto no que se refere à formação de recursos humanos quanto à produção científica. Assiste-se a uma inédita criação de cursos de graduação em antropologia em resposta a uma maior demanda por parte de órgãos governamentais, ONGs, institutos de pesquisa, sindicatos, instituições privadas de ensino superior, departamentos e institutos vários, por profissionais formados em antropologia. O número de programas de mestrado e de doutorado praticamente dobrou. Em 2001, havia dez programas de mestrado e seis programas de doutorado em antropologia concentrados em sua maioria no centro sul do país. Hoje são 18 programas de mestrado e 12 de doutorado. Com a expansão, aumentou o número de programas no Nordeste. Os programas de mestrado e doutorado passaram de um curso de mestrado e um doutorado para cinco cursos de mestrado e dois de doutorado. Também na Amazônia Legal, onde o único mestrado em antropologia havia encerrado suas atividades em 2005, foram criados recentemente dois programas de mestrado e de doutorado, respectivamente em Manaus e Belém, um destes resultando de indução da CAPES.

Com base na inter-relação entre pesquisa e docência, antropólogos das várias instituições do país estão realizando pesquisas de ponta na intersecção de várias áreas de conhecimento que são de grande valor para a ciência, tecnologia e inovação. Entre estas estão os trabalhos em antropologia visual – que faz interseção com cinema, fotografia, iconografia, artes em geral, tecnologias da comunicação etc. – e a ampla experiência de pesquisa na Amazônia Legal, tanto no cerrado quanto no pantanal, em que antropólogos têm focalizado a relação entre populações, agrobiodiversidade e conhecimento tradicional, desenvolvimento e padrões de agricultura sustentável, conflitos ambientais, entre outros. Ressalta-se também o papel-chave da pesquisa antropológica na interface com as políticas públicas para grupos “minoritários”, característico do atual momento político nacional e global, bem como a eficaz atuação da antropologia brasileira em prol de uma educação para uma sociedade multi ou intercultural e, portanto, na promoção do reconhecimento e apreciação da diferenças entre povos e etnias. A manutenção e crescimento de uma comunidade antropológica de alto nível são pontos estratégicos para o bom desempenho em cenários republicanos conflitivos nos quais os antropólogos são chamados a atuar. O reconhecimento da seriedade e da qualidade da antropologia brasileira nessa frente exprime-se, por exemplo, na existência de um duradouro e ativo convênio entre a Associação Brasileira de Antropologia e o Ministério Público da União.

Além disso, são igualmente importantes as presenças de duas associações científicas, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA, fundada em 1955) e a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS, em 1977), com seus congressos e liderança institucional. A ABA, em particular, tem atuado no contexto internacional em prol da formação do World Council of Anthropological Associations; e o lançamento, pela mesma associação, de uma revista on line, a Vibrant – Virtual Brazilian Anthropology -, com textos de antropólogos do Brasil em inglês, francês e espanhol, contribui decisivamente para um movimento de internacionalização.
Historicamente, a antropologia brasileira se caracteriza por um preponderante interesse por problemáticas relacionadas à etnologia indígena, às populações afro-brasileiras, às questões do campo e das cidades do Brasil, bem como aos diversos aspectos da cultura nacional. Entretanto, na década de 1980, começou um processo paralelo de internacionalização da pesquisa de campo resultante do interesse de alguns pesquisadores em fazer pesquisa fora do Brasil, da crescente atração de alunos de outros países (em especial, mas não somente, da América Latina), assim como do interesse cada vez maior por estudos comparativos no âmbito de convênios e intercâmbios bilaterais. Dessa forma, passa-se a gerar pesquisas não apenas na América Latina, mas na África e em países como o Timor Leste e China. Assim, a antropologia brasileira, que sempre teve fortes relações com a antropologia francesa, inglesa e norte-americana, ocupa hoje inegável liderança na América Latina e proeminência em suas relações com a antropologia portuguesa e com os países africanos de expressão portuguesa.

Frise-se, finalmente, que várias instituições e pesquisadores da área de antropologia associaram-se a instituições e pesquisadores de outras áreas e lideram um INCT, o Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos, um dos dois existentes na área estratégica de Segurança Pública, do Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, integrando-se à política pública de ciência e tecnologia voltada para a formação de redes de pesquisadores e instituições, para a produção de conhecimento e de quadros capazes de reproduzi-lo, além de promover sua difusão na sociedade mais ampla.

Confira o documento na íntegra clicando aqui

Fonte:  www.abant.org.br

Filed under: ABA, Antropologia
27
Aug

Grupos de estudos Pampa Ameríndia e Guarani Costeiro – UFPel

Os professores do colegiado de Antropologia convidam a todos os interessados para participarem dos grupos de estudos sobre etnias ameríndias.
Os encontros ocorrerão sempre as quintas-feiras, das 10 às 12 horas. A primeira reunião ocorrerá dia 09 de setembro, no ICH.
O primeiro abarcará leituras e discussões sobre Charrua, Minuano, Tapes, Guarani-missioneiro, Arachanes, etc. Por sua vez, o segundo terá textos sobre Guarani vinculados às bacias-hidrográficas.
Os organizadores dessa atividade são os professores Rogério Reus Gonçalves da Rosa, Lori Altmann e Claudio Baptista Carle.
Participem!
25
Aug

Marcel Mauss: Ensaio sobre a Dádiva

Marcel Mauss: Ensaio sobre a Dádiva (é publicado logo após os Argonautas do Pacífico Ocidental, de Malinowski, que ao contrário de Mauss pôde ir à campo).
Princípio Durkheimiano de social é aplicado a mercadoria à construção do eu e do corpo: indivíduo depende da sociedade – descobertas de atos coletivos sob bases individuais.
Tese central: A dádiva é fundamento de toda sociabilidade e comunicação humanas, assim como sua presença e sua diferente institucionalização em várias sociedades analisadas por Mauss, capitalistas e não capitalistas. Ora, o argumento central do Ensaio é de que a dádiva produz a aliança, tanto as alianças matrimoniais como as políticas (trocas entre chefes ou diferentes camadas sociais), religiosas (como nos sacrifícios, entendidos como um modo de relacionamento com os deuses), econômicas, jurídicas e diplomáticas (incluindo-se aqui as relações pessoais de hospitalidade).
Relativiza ao afirmar que o comércio não é igualmente universal – trata-se de um evolucionista que começa a ter um tom crítico quanto ao próprio evolucionismo. Crítica de Lévi-Strauss: O conceito de Mauss é muito específico para a abrangência em que este é utilizado (comparação)
Introdução: Da dádiva e, em particular, da obrigação de retribuir presentes:
” Um presente dado espera sempre um presente de volta”
Enfoque no caráter voluntário, por assim dizer, aparentemente livre e gratuito, e no entanto obrigatório e interessado, dessas prestações. Princípios geradores desta forma necessária de troca: “Que força existe, na coisa dada, que faz que o donatário à retribua”. Uma arqueologia das transações humanas em outras sociedades. Existe um mercado econômico, mas o regime de troca é diferentes do nosso: moral e economia que regem essas transações.
Método de comparação preciso – áreas de estudo: Polinésia, Melanésia, Noroeste americano, e alguns grandes direitos. Renúncia a comparação constantes, restringindo o objeto de estudo.
Estudo dos mesmo Polinésios a quem classificavam como detentores de uma Economia Natural. Não existe a simples troca de bens entre indivíduos. Em primeiro lugar pois não são indivíduos, mas coletividades que se obrigam mutuamente – pessoas morais: clãs, tribos, famiílias. Além disso, o objeto de troca não é, exclusivamente, bens economicamente úteis, podendo ser amabilidades, banquetes, ritos, mulheres, crianças, danas, festas: Circulação é um termo de um contrato bem mais geral e permanente (e o mercado apenas um dos momentos): Sistemas de Prestações Totais. Tipo mais puro nas tribos australianas ou norte-americanas: Potlatch: “Nutrir”, “Consumir” – assmbléia solene da tribo, uma perpétua festa realizada no inverno em que, segundo as confrarias hierárquicas, uma trama inextricável de ritos, prestação jurídica, econômica e determinações de cargos políticos se dá. Importantes: O princípio da rivalidade e do antagonismos que domina essas práticas. Briga entre os chefes pela hierarquia que beneficiará todo o seu clã: prestações totais de tipo agonístico. Outros casos, como na Polinésia, em que estudaremos a razão que obriga a restribuição da coisa dada.
I – As dádivas trocadas e a obrigação de retribuí-las (Polinésia)
1. Prestação total, bens uterinos contra bens masculinos (Samoa)
Sistema de oferendas contratuais em Samoa, muito além do casamento, acompanhando acontecimentos como o nascimento do filho, a circuncisão, doença, puberdade da moça, ritos funerários, comércio. 2 elementos essenciais no potlatch: a) o da honra, prestígio, mana que a riqueza confere; b) obrigação absoluta de retribuição sob pena de perder esse mana, autoridade, talismã, fonte de riqueza que é a própria autoridade. Ex: O sacrifício dos vínculos naturais do nascimento de uma criança facilita a sistemática de circulação entre propriedades indígenas e estrangeiras (trocas de bens entre as famílias uterinas e masculina). Falta apenas a rivalidade, o combate, a destruição para haver potlatch Oloa: objetos, bens móveis do marido Tonga: propriedade, tudo o que pode ser trocado, ou como objeto de compensação: uma propriedade-talismã (definição ampliada).
2. Do espírito da coisa dada (Maori)
Sistema de trocas: dar presentes que devem ser ulteriormente trocados ou retribuídos; trocadas por tribos ou famílias amigas sem estipulações. Hau: espírito da coisa dada – idéia dominante do direito maori: ” Os taonga e todas as propriedades rigorosamente ditas pessoais têm um hau, um poder espiritual. Você me dá um, eu o dou a um terceiro; este me retribui um outro, porque ele é movido pelo hau de minha dádiva; e sou obrigado a dar-lhe essa coisa, porque devod evolver-lhe o que em realidade é o produto do hau do seu toanga”. O hau acompanha todo detentor, todo indivíduo ao uqal o taonga é simplesmente transmitido: hau que quer voltar ao lugar de seu nascimento. A) Entender a natureza do vínculo jurídico criado pela transmissão de alguma coisa, que detém uma própria alma: dar alguma coisa a alguém é dar algo de si; b) obrigação de retribuir: uma vez que recebe-se uma parte do outro, o que recebeu vê-se obrigado à dar uma parte de si, não apenas porque seria ilícito não faze-lo, mas também porque a coisa dada exerce uma grande influencia mágica sobre quem quer que as possua.
3. Outros Temas: a obrigação de dar, a obrigação de receber
Não se resume somente a obrigação de retribuir, mas também à obrigação de dar, por um lado, e de receber, pelo outro. Estes 3 atos geram a explicação da forma de contrato entre os clãs polinésios. Recusar dar é tido como negligenciar convidar, e recusar receber equivale a declarar guerra (recusar aliança, comunhão). Há assim uma série de direitos e deveres de dar e receber. Tudo é matéria de transmissão e de prestação de contas: tudo vaie vem como se houvesse uma constate troca de uma matéria espiritual que compreendesse coisas e homens, entre clãs e indivíduos, repartidos entre as funções os sexos e as gerações.
4. Observação – O presente dado aos homens e o presente dado às divindades:
Presente dado aos homens em vista das divindades e da natureza: as trocas entre homens incitam os espíritos dos mortos, as divindades, as coisas, os animais, a natureza a serem “generosos para com eles”. Os homens podem ser tidos como encarnações xamanísticas, assim a troca entre eles e os contratos arrasta consigo todo um turbilhão não apenas de homens e de coisas, mas também de seres sagrados à eles associados. Tentativa de dar maior abrangência à esta instituição de troca-dádiva, não restrita apenas à Polinésia; essa interpretação vale para vários outros grupos de sociedades.
II – Extensão desse sistema. Liberdade, honra, moeda.
1. Regras de generosidade. Andamam
Finalidade Moral: produzir sentimento de amizade entre as partes envolvidas – rivalidade na generosidade, buscando superar o outro. Trata-se essencialmente de misturas, das almas nas coisas e as coisas nas almas; vidas: mistura é dada pelo contrato e troca
2. Princípios, razões, e intensidade das trocas e de dádivas (Melanésia)
Conservaram e desenvolveram o sistema de trocas na Melanésia, aparecendo com mais clareza a noção de moeda. Kula: Sistema de comércio intertribal, uma espécie de grande potlatch; de ordem nobre, restrito aos chefes (círculo no qual transitam as coisas). Muito diferenciado das trocas simples econômicas de mercadorias úteis (gimwali): dar e receber, os donatários de um dia sendo o doadores do outro (podem ocorrer na mesma festa) – pode-se aproveitar o kula de menor envergadura para a troca de carregamentos. Há uma ritualística durante a troca em que o doador simula uma modéstia exagerada para demonstrar certa liberalidade, liberdade, autonomia e grandeza ao ato – mas são no fundo mecanismos de obrigação.
Objeto essencial dessas trocas-doações: vaygu’a – dois tipos: a) mwali: braceletes de conchas talhada e polida, usados em grandes ocasiões; b) soulava: Colares confeccionados por hábeis artesãos com o nácar da ostra-espinhosa vermelha: usados solenemente pelas mulheres, e excepcionalmente pelos homens (em caso de agonia). Os braceletes são transmitidos de Oeste a Leste, e os colares ao contrário. Devem ser guardados, e as comunidades se orgulham de possuí-los. Uma propriedade que se tem sobre o presente recebido, mas que muito difere das categorias jurídicas, morais, e econômicas do ocidente.
Possui também uma face mítica, religiosa e mágica:vaygu’a possuem cada um suas idiossincrasias, denotando-lhes um caráter sagrado. Há a invocação de animais durante o ritual, seja de crocodilos, ou de aves: sociologicamente, é a mistura dos valores, das coisas dos contratos, dos homens.
Kula: Ponto culminante da vida econômica e civil, do sistema de prestações e contraprestações: a) Kula dá origem ao gimwali, trocas prosaicas que não necessariamente precisam ocorrer entre parceiros; b) entre os parceiros do Kula passa uma cadeia ininterrupta de presentes suplementares, dados, retribuídos e também um comércio obrigatório. A aceitação de uma oferenda significa a disponibilidade para entrar no jogo, quando não para permanecer. Durante todo o tempo da troca, intervém atividades regularmente retribuídas, como a troca de mulheres e hospitalidade.
Kula intertribal, caso exagerado, mais solene e dramático, de um sistema mais geral, em que a tribo passa a se relacionar com outras, transcende suas fronteiras, sendo um légitimo potlatch. O sistema de dádivas permeia toda a vida econômica e moral dos nativos. Existem relações análogas ao Kula. Não parece que a troca seja realmente livre.
Este princípio é relativamente encontrado entre demais tribos de outros pontos da Melanésia: Melanésios e Papua Nova Guiné tem o potlatch. Há uma vida econômica que ultrapassa as fronterias das ilhas e dialetos, e um comércio considerável. Problema: Incapacidade de abstrair e dividir seus conceitos econômicos e jurídicos (tal como não conseguiu fazer o direito germânico), os próprios indivíduos não sabem diferenciar-se: compra e venda, fazer e tomar empréstimo são expressadas pelas mesmas palavras: atos antitéticos são expressos pela mesma palavra. Há uma parte da humanidade que troca coisas consideráveis sob outras formas e por razões diferentes das que conhecemos.
3. Noroeste americano
Indígenas do noroeste americano apresentam as mesmas instituições, com a diferença de que nelas sai ainda mais radicais e acentuadas. Tal regime, dada a extensão, Mauss presume que este regime de trocas foi o de grande parte da humanidade durante uma fase de transição, e que subsiste em uma série de povos além dos quais foram descritos: “Esse princípio de troca-dádiva deve ter sido o das sociedade que ultrapassaram a fase da “prestação total” (de clã a clã e de família a família), mas que ainda não chegaram ao contrato individual puro, ao mercado onde circula dinheiro, à venda propriamente dita e, sobretudo, à noção de preço calculado em moeda pesada e reconhecida”.
III. Sobrevivências desses princípios nos direitos antigos e nas economias antigas
As etnografias supracitadas permitem a compreensão de uma evolução social: “instituições desse tipo forneceram realmente transições para nossas formas”, de direito e economia. Podem servir para explicar historicamente nossa própria sociedade. Nosso direito e economia se originaram de instituições semelhantes à essas. Há as distinções jurídicas de direito real e pessoal, bem como de obrigações e dádivas.
1. Direito pessoal e direito real (direito romano muito antigo)
O vínculo do direito provém tanto das coisas como dos homens.: tal vínculo é ainda permeado por representações religiosas. Além deste vínculo religioso, há o do formalismo jurídico, palavras e gestos. As coisas não são seres inertes, mas fazem parte da posse da família. Há a figura do contrato. A res, que denota posse, deve ter sido, anteriormente, como a palavra sânscrito rah, que denota dádiva, troca. Há, assim, a presença, em algum momento histórico, de sistemas semelhantes aos descritos na América e Oceania nos sistemas jurídicos indu-europeus.
2. Direito Hindu Clássico (teoria da Dádiva)
Lei da dádiva aqui descrita só se aplica aos brâmanes, havia um sistema de potlatch em todo o país, em dois grandes e numerosos grupos, que desapareceu após séculos de existência. A coisa dada produz sua recompensa nessa vida e em outra (ex: terras doadas que produzem o ganho a outrem faz crescer nossos ganhos neste mundo e no outro). Há, portanto, um fundo teológico-místico nas doações. É da natureza do alimento ser compartilhado, não dividi-lo é matar a sua essência (a riqueza é produzida para ser dada). Os princípios do direito bramânico nos lembram alguns princípios polinésios, melanésios e americanos: a maneira de receber a dádiva é análoga. (a casta dos brâmanes, que vive de dádiva, pretende recusa-las, transgredindo e aceitando as que foram oferecidas espontaneamente, anotando em listas as pessoas que doam, criando um vínculo entre doador e donatário: um esta demasiadamente ligado ao outro). Dádiva: o que se deve fazer, deve receber, e no entanto é perigoso tomar.
3. Direito Germânico (a caução e a dádiva)
A civilização germânica existiu por muito tempo sem mercados, tendo ao extremo todo o sistema do potlatch, mas sobretudo o sistema das dádivas: a vida fora do interior, seja dos clãs ou da família, era promovida pelo sistema das dádivas. A doação de presentes aos recém-casados é um exemplo deste sistema. A necessidade de caução em todos os tipos de contratos germânicos é outro exemplo, cuja função era promover o vínculo entre as partes. Há, por outro lado, a dádiva, o presente que pode ser transformado em veneno –muito recorrente ao folclore germânico.
Direito Céltico: também conheceu tais instituições
Direito Chinês: Conserva uma marcante característica dos tempos arcaicos: o vínculo indissolúvel entre a coisa com seu proprietário inicial. Mesmo que ele a venda, sempre poderá “chorar seu bem”, uma espécie de direito de sucessão sobre a coisa.
IV – Conclusão:
1. Conclusão de Moral
É possível estender essas observações a nossas sociedades. Ainda hoje existe uma certa reciprocidade, como na troca de presentes e convites, em que ocorre a proibição moral do “ficar em dívida”. As coisas vendidas tem também alguma alma, sendo seguidas pelo antigo proprietário. Há, além disso, o reaparecimento da dádiva no direito, em especial nas políticas governamentais de programas intervencionistas.
O sistema de prestações totais (clã-clã) é o mais antigo sistema de direito e economia, e o fundo sob o qual se estruturou a moral dádiva-troca.
2. Conclusões de Sociologia Econômica e Economia Política
Trata-se de uma economia muito rica, repleta de elementos religiosos. Clãs, gerações e sexos, devido às múltiplas relações que os contratos ensejam, estão em estado de perpétua efervescência econômica. No fundo, as dádivas não são nem livres nem desinteressadas(servindo de contraprestações para manter alianças e pagamentos de serviços). O Potlatch assume o caráter de puro gasto dispendioso, a destruição pelo prazer de destruir. Riquezas é um meio de prestígio e utilidade, muito diferente do Homo oeconomicus, um produto da Sociedade Ocidental: a busca individual do útil é muito diferente da fria razão capitalista.
3. Conclusão de Sociologia Geral e de Moral
Este estudo é um guia para que próximos estudos possam ser feitos. Estuda fatos sociais totais (ou gerais), ou seja, aqueles que põem em ação a totalidade da Sociedade e das Instituições, constituindo sistemas sociais inteiros (jurídicos, morais e econômicos). Importante ver a generalidade dos fatos e a sua realidade.
Conclusão: As sociedades progrediram na medida que souberam estabilizar as suas relações; retribuir. Estudo em certos casos particulares de um comportamento humano total, a vida social inteira.

Fonte: http://sociologiapublica.blogspot.com/2009/07/marcel-mauss-ensaio-sobre-dadiva.html

24
Aug

Índios sul-matogrossenses cobram de Lula agilidade em demarcações de terras

Lideranças indígenas de 16 comunidades de Mato Grosso do Sul cobraram hoje (24) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agilidade na demarcação de terras. A reivindicação foi feita durante encontro com Lula em Dourados, distante 225 quilômetros da capital Campo Grande, onde vivem cerca de 40 mil índios da etnia Guarani Kaiowá, uma das maiores do Brasil.
Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), eles ocupam pouco mais de 18 mil hectares de terras e têm dificuldades para manter sua cultura e até para cultivar alimentos para subsistência. Em novembro de 2007, a Funai firmou um acordo com o Ministério Público Federal comprometendo-se em realizar estudos antropológicos para a ampliação das áreas ocupadas pelos Kaiowá. Entretanto, disputas judiciais entre associações de produtores rurais do estado e o órgão federal impediram à conclusão dos trabalhos de pesquisa, iniciados em julho de 2008.
Anastácio Peralta, líder indígena da região e membro da Comissão Nacional de Política Indigenista, participou da reunião com Lula nesta tarde. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que representantes das comunidades indígenas sul-matogrossenses relataram ao presidente as dificuldades enfrentadas pelos índios do estado.

Dados do Conselho Indigenista Missionário apontam que o sul de Mato Grosso do Sul é a região com piores indicadores sociais entre todas habitadas por índios no país. Nos últimos cinco anos, cerca de 200 índios foram assassinados, 150 cometeram suicídio e 100 crianças morreram de desnutrição. “Nossa situação é grave. Precisamos de um solução urgente”, afirmou Peralta.

Segundo ele, Lula comprometeu-se com os índios da região a acelerar os estudos para a demarcação. Peralta afirmou que o presidente pretende resolver pelo menos parte dos problemas causados pela falta de terras, durante seus últimos quatro meses de mandato.

O líder indígena afirmou ainda estar otimista quanto à solução do problema. Ele disse que a Funai conseguiu anular neste mês no Supremo Tribunal Federal (STF) uma decisão liminar que exigia que antropólogos alertassem com dez dias de antecedência os proprietários de áreas que seriam vistoriadas em busca de vestígios de ocupação indígena.

A decisão do STF, informou a Funai, deve agilizar a finalização dos estudos. “Com a decisão, a gente espera que as coisas possam ir para frente”, complementou Peralta.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) informou que entrou hoje com um recurso no próprio STF para tentar reverter a decisão. O advogado da entidade, Gustavo Passarelli, disse que acredita na Justiça para impedir a desapropriação de terras produtivas sul-matogrossenses para que elas sejam transformadas em reservas indígenas.

Fonte: www.correiodoestado.com.br

24
Aug

TEKOA VIRTUAL GUARANI

Para conhecerem o projeto é só acessarem o link www.tekoavirtualguarani.net

Trata-se de um trabalho executado durante 2006 com os jovens Guarani Kaiowá e Nhandeva, além dos Terena, em Dourados (MS), justamente numa ação envolvendo o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação.

A constatação de que há uma farta produção audiovisual e textual indígena que não circula, o potencial das TICs na busca de soluções e afirmação de direitos, historicamente negados às comunidades indígenas, e a alarmante situação dos Guarani, em especial, mas não só, os do Mato Grosso do Sul, tem sido a motivação para empreendermos esse trabalho.

Espero que gostem, critiquem, opinem, dêem sugestões, enfim, construam conosco.

TEKOA VIRTUAL GUARANI

A Rede de Comunicação Guarani é um portal de comunicação na internet que permite a difusão das informações geradas sobre e pelos Guarani (Mbya, Nandewa e Kaiowa), permitindo assim uma comunicação entre as diversas aldeias espalhadas pelo Brasil e pela América Latina, bem como o acesso a uma vasta quantidade de material para todos os interessados sobre a questão indígena através de diferentes mídias: a TV, o Rádio, o Jornal e as Publicações. Um universo de informações sobre os Guarani jamais visto.

Missão

Nossa missão é disponibilizar canais de comunicação e de disseminação das produções Guarani, estimular o aprendizado e uso de tecnologias de informação e comunicação pelas comunidades, visando ao fortalecimento identitário, a articulação entre as aldeias e com a sociedade nacional.


Como funciona

Para que o Tekoa Virtual Guarani possa se constituir como um veículo de comunicação de fato, é fundamental a participação de uma rede de pessoas interessadas, dispostas a divulgar materiais Guarani, opinar, discutir, desenvolver conjuntamente o senso crítico sobre a forma como os Guarani de todo o Brasil tem sido tratados pelo Estado Brasileiro e conhecer as soluções e estratégias que tem encontrado para manter vivo o seu modo de ser.

Parte do material disponível no site foi produzido pelos Guarani por meio da realização de oficinas de audiovisual.

Além desses materiais, buscamos concentrar as informações, vídeos, músicas, produções de interesse para o debate e que encontram-se dispersas na internet.

Desde sua criação até os dias de hoje, a Rede de Comunicação Guarani “Tekoa Virtual” funciona com o trabalho voluntário de pessoas envolvidas com as questões indígenas, especialmente Guarani.


Para dinamizar o trabalho buscamos parcerias e apoios financeiros que possam garantir a articulação constante e presencial com as comunidades.

Participe !

Convidamos a todos a fazer parte dessa rede, tecendo-a diária e conjuntamente.
Cadastre-se no Tekoa Virual Guarani ( www.tekoavirtualguarani.net ).

Ana Cristina Fagundes Souto
Terapeuta Ocupacional
cel: (11)8195-5296
msn: kikathm@hotmail. com
skype: kikathm
24
Aug

XIX CIC e XII ENPOCS até 29/08.

Maiores informaçoes estão no site
http://www.ufpel.tche.br/cic/2010/
22
Aug

Como montar um currículo utilizando a plataforma lattes – CNPq

Esse material é bem explicativo, ajuda bastante a montar e arrumar o curriculo lattes, colocando as informações nos lugares certos. Aos interessados, vale a pena conferir.

Curso como montar um currículo Lattes

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